Em Outubro de 1971 o meu pai embarcou no Vera Cruz em direcção a Angola.
Não sei muito acerca desta viagem dele, sei que foram 26 meses, que ficou a detestar arroz (de tanto que comeu), que esteve em Sautar, que passou um mês de férias em Luanda, enfim... sei umas coisitas....
Não tantas como queria porque sempre pensei ter tempo para o saber... e não tive!
Mas este post não é sobre o que ficou por fazer - tenho muito por fazer e por dizer...
É por um pormenor curioso, algo que o meu pai fez quando embarcou...
Não se despediu. Nem da minha avó.
E eu às vezes, ao pensar nisto é como se me olhasse ao espelho...
O porquê de ele ter feito assim , não sei. Nunca saberei. Deve ter tido os seus motivos, mas afinal ele, era apenas um puto de 21 anos enviado para Angola.
Mas às tantas, vou-me apercebendo que tenho muito mas muito dele... Nem nunca pensei ter tanto.
E acima de tudo, a força que tenho, vem dele :)
Cada dia da nossa vida se pode tornar uma grande aventura... Eu nunca pensei ir algum dia a Luanda... Mas fui... E por estas coisas que não pensamos e que acontecem é que a nossa vida é sempre uma aventura!!! Nem sempre coisas boas... nem sempre coisas más... às vezes são apenas coisas...
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domingo, 1 de agosto de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Já falta pouco...
Para ter o meu maridinho de volta a terras lusas.
Finalmente!!!
Ainda não sei bem quando chega mas sei que já faltou mais.
Apenas consigo tentar imaginar o que ele tem sentido. Eu sou por norma a racional e objectiva e ele o emotivo. Por isso, ainda que tente imaginar, a minha dor é sempre menor porque não me permito sentir...
Em situações dificeis eu racionalizo a situação: pondero alternativas e soluções e fecho o caminho das emoções tornando-os pequeninas. Claro que quando deixo alguma escapar o momento é doloroso. Mas sei, acima de tudo que tudo são momentos. E momentos, bons ou maus, passam.
Ele não é tanto assim, é doce, doce,doce, sensível.
Nesta ausência que já leva 5 meses quase, tirei as emoções da equação apenas para não me deixar ir abaixo pela situação, mas o que fiz foi apenas arruma-las na prateleira, por uns tempos.
O meu marido fantástico está fragilizado - pudera! 11 meses sem vir a casa! E por estar assim sensivel revelou fragilidades que me assustaram. Mas assustaram porque eu não podia fazer nada. Estavam 6000 kms no meio. E assim, arrumei as emoções na prateleira mais alta do armário e tornei-me a fonte de força que faltou à familia. Agora que a solução parece estar à vista, já me permito sentir... Ainda assim, se há coisa em que de facto acredito é que não vale a pena fazer planos... a vida é uma montanha russa e algumas coisas não estão nas nossas mãos...
Eu bem tento nunca perder a objectividade.
Acima de tudo, e depois desta viagem de 11 meses, tudo se mantém e o que interessa é que amo o meu marido acima de tudo e todos, e todas as situações. Esta é mais uma que vamos conseguir deixar para trás. Mas há que tirar dela qualquer coisa. Porque há lições a ser aprendidas.
Quanto ao resto, vamos ver e esperar...
E cá estaremos para resolver o que quer que seja que a vida nos atire!!
Se há coisa que também sei é que ainda que eu na vida possa ter dores muito grandes e maiores, as 2 muito más já passaram por isso há pouca coisa que me derrube...
Finalmente!!!
Ainda não sei bem quando chega mas sei que já faltou mais.
Apenas consigo tentar imaginar o que ele tem sentido. Eu sou por norma a racional e objectiva e ele o emotivo. Por isso, ainda que tente imaginar, a minha dor é sempre menor porque não me permito sentir...
Em situações dificeis eu racionalizo a situação: pondero alternativas e soluções e fecho o caminho das emoções tornando-os pequeninas. Claro que quando deixo alguma escapar o momento é doloroso. Mas sei, acima de tudo que tudo são momentos. E momentos, bons ou maus, passam.
Ele não é tanto assim, é doce, doce,doce, sensível.
Nesta ausência que já leva 5 meses quase, tirei as emoções da equação apenas para não me deixar ir abaixo pela situação, mas o que fiz foi apenas arruma-las na prateleira, por uns tempos.
O meu marido fantástico está fragilizado - pudera! 11 meses sem vir a casa! E por estar assim sensivel revelou fragilidades que me assustaram. Mas assustaram porque eu não podia fazer nada. Estavam 6000 kms no meio. E assim, arrumei as emoções na prateleira mais alta do armário e tornei-me a fonte de força que faltou à familia. Agora que a solução parece estar à vista, já me permito sentir... Ainda assim, se há coisa em que de facto acredito é que não vale a pena fazer planos... a vida é uma montanha russa e algumas coisas não estão nas nossas mãos...
Eu bem tento nunca perder a objectividade.
Acima de tudo, e depois desta viagem de 11 meses, tudo se mantém e o que interessa é que amo o meu marido acima de tudo e todos, e todas as situações. Esta é mais uma que vamos conseguir deixar para trás. Mas há que tirar dela qualquer coisa. Porque há lições a ser aprendidas.
Quanto ao resto, vamos ver e esperar...
E cá estaremos para resolver o que quer que seja que a vida nos atire!!
Se há coisa que também sei é que ainda que eu na vida possa ter dores muito grandes e maiores, as 2 muito más já passaram por isso há pouca coisa que me derrube...
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